Olá pessoal, sejam bem vindos ao início desta nova etapa, nova era, nova empreitada digital. Com muita informação e entretenimento, estaremos aqui toda semana apresentando novidades, curiosidades e notícias para vocês.
Agradecemos pelas atenções iniciais, e vamos então apresentar aqui nosso primeiro trabalho, sejam mais uma vez bem vindos ao post semanal Sachas Representação Têxtil.
Nosso corpo, a princípio, foi feito para vivermos pelados, e áreas quentes e propícias ao bom convívio dessas temperaturas. Contudo o ser-humano, com sua capacidade excepcional de inteligência, curiosidade, criatividade e instinto de sobrevivência, se aventurou em outras regiões e se adaptou em climas diferenciados, passando assim por uma seleção natural, uma vez que, diferente dos animais, essa nossa etapa da evolução teve uma abreviação, passou pelo processo de criação de vestimentas ao invés de aguardarmos uma projeção natural de pelos, como nos animais.
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| algodão em seu estado original |
Um desses resultados, por exemplo, é que hoje 12% da energia produzida nos EUA é usada para alterar o clima em prédios e casas, afim de adaptar o ambiente à vestimenta utilizada, esfriando locais onde muitas pessoas se encontram ou até aquecendo onde estariam mal agasalhadas, problema este que impacta diretamente na produção de gás carbônico e no aquecimento global.
Pensamos então logo na solução, ora se está frio, passamos a apresentar mais roupas, agasalhar e
aquecer essas pessoas ao invés da utilização do aquecedor certo. Mas onde temos muitas pessoas e resfriamos o local. Porque não então só retiramos as roupas e desligamos o ar condicionado?? Entramos então no ponto citado, hoje temos essa necessidade não só de sobrevivência, mas também a vaidade, o que faz com que as pessoas utilizem roupas para expressar um padrão social, de entrosamento e status, onde essas situações pedem mais roupas e agasalhamentos do que seriam necessários. Exemplo disso é que, um ambiente de 26,6ºC é agradável a um ser-humano em seu estado "natural", porém com somente a adição de uma calça e uma camisa de algodão, essa temperatura passa a ser de 22,6ºC, daí já começamos a perceber esse impacto e começamos então a pensar no próximo passo de nossa evolução: conseguimos desenvolver algum tecido mais "fresco" e confortável, que impeça a visualização de nosso corpo e manter nosso pudor??
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| Roupas de algodão cru e tratado |
A resposta vem da análise do que temos hoje, e para onde queremos chegar, gostamos do algodão por 3 motivos: 1 - deixam passar o ar, evitando mal cheiro e suor / 2 - não deixam passar a luz, preservando nossa intimidade e pudor / 3 - são agradáveis ao tato e não agridem nossa pele, tendo um ótimo caimento e acomodação. Contudo temos um ponto contra, ele não permite a saída do calor gerado por nosso corpo, emitida em forma de radiação infra-vermelha em uma onda de 9,5 micrômetros. Essa radiação é absorvida pelo algodão, e mantêm um certo valor de aquecimento, aparecendo aqui a diferença de 4ºC citada mais acima.
A solução que vem sendo desenvolvida, além de criativa, engloba alta tecnologia e uma grande vantagem a nós brasileiros. Um tecido à base de polietileno, material muito presente em nossas embalagens PET, com este material resolvemos assim o problema do aquecimento e ultra-violetas. Contudo todas as outras características presentes no algodão são inversas, para resolver então foi dada a seguinte solução: os fios nesta composição contêm furos de 50 a 1 mil nanômetros (medida equivalente a 1 nanômetro = 1 milionésimo de milímetro) e com posicionamento no fio afim de garantir, de uma só vez, 2 características não presentes, de respiração/transpiração devido a presença dos furos, e opacidade devido seu posicionamento, que gera difração na luz. Para finalizar o tratamento, é feita uma modificação para que o fio em conjunto se torne agradável ao toque, finalizando assim o problema e trazendo uma solução eficaz aos problemas térmicos, e visando assim o início de um tecido que vai ajudar a solucionar nosso problema inicial, geração de energia desnecessária.
Contudo fica então uma questão a pensar, se o material é feito de plástico, este sendo derivado de petróleo, também gera gasto de energia desnecessária, poluição e aquecimento. É neste ponto que temos nossa vantagem e apresentamos a solução para resolver isto, que é a geração da matéria prima (o polietileno), da cana de açúcar, ao invés do petróleo, o que vem renovar e mostrar que temos uma colaboração com peso para um futuro não tão distante e inovador.
Ficamos então com esta primeira apresentação, na próxima semana estaremos presentes com mais novidades e notícias, um grande abraço a todos.





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